segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

«BÊS MOONHA» YAHYA JAMMEH ESVAZIOU OS COFRES DA GÂMBIA ANTES DE PARTIR PARA O EXÍLIO


Face à pressão internacional e iminente intervenção militar da CEDEAO na Gâmbia, Yahya Jammeh sábado aceitou deixar o poder e partir para a Guiné Equatorial, após escala na Guiné Conacri. Antes de deixar Banjul, Jammeh terá esvaziado os “cofres”, levando consigo cerca de 11 milhões de dólares, acusou Mai Fatty, conselheiro do presidente Adama Borrow, em conferência de imprensa no Senegal.

Apesar de ter o caminho livre, Adama Borrow ainda permanece no Senegal, e deseja regressar ao país “logo que possível”, confirmou o mesmo conselheiro em Dakar, todavia “a segurança na Gâmbia ainda está frágil”, considera.

Também por intermédio de Mai Fatty, Borrow declarou que deseja que “as forças da Micega (Missão da CEDEAO na Gâmbia) permaneçam na Gâmbia até que a situação geral no plano da segurança esteja globalmente restabelecida”.

A força da CEDEAO, que conta com 7.000 homens de cinco países, efetuou uma incursão na Gâmbia esta sexta-feira, tendo esta retirado para deixar as negociações progredirem e permitir a partida de Jammeh no sábado. No domingo blindados senegaleses circulavam na capital junto ao palácio presidencial.

Conosaba/© e-Global

JANIRA ALMADA SUSPENDE FUNÇÕES DE LÍDER DO PAICV


A líder do PAICV, Janira Hopffer Almada, suspendeu o seu mandato para se dedicar à sua reeleição nas próximas eleições diretas do partido, marcadas para o dia 29 de Janeiro de 2017. A assumir a liderança interina do PAICV fica o primeiro vice-presidente, Manuel Inocêncio Sousa.

Janira Hopffer Almada é a única candidata à liderança do partido. Apesar de existirem vozes criticas à sua liderança, com é o caso de Júlio Correia e Felisberto Vieira, subscritores do documento para uma liderança alternativa “Manifesto à Militância”, não houve qualquer candidatura da oposição interna que tenha sido formalizada.

Entretanto a candidata já teve oportunidade de fazer a apresentação pública da sua candidatura. No último sábado esteve em Santiago tendo dias antes realizado acto idêntico desta feita na cidade da Praia.

Conosaba com © e-Global Notícias

«JAMMEH, BU CUSAS KA LIMPU INDA DÉ!» OPOSIÇÃO NA GUINÉ EQUATORIAL CONDENA DECISÃO DE ACOLHER EX-PRESIDENTE DA GÂMBIA



Um partido da oposição na Guiné Equatorial criticou hoje a decisão do Governo de acolher, no exílio, o antigo Presidente da Gâmbia, Yahya Jammeh, que deixou o país neste fim de semana, depois de 22 anos no poder.



O secretário-geral do partido Convergência para a Social Democracia, Andrés Esono Ondo, responsabilizou hoje o Presidente equato-guineense, Teodoro Obiang Nguema, por "aquilo que possa acontecer" em resultado da permanência de Jammeh na Guiné Equatorial.

Esta posição foi transmitida hoje, numa mensagem por correio eletrónico, depois de, no fim de semana, grupos da oposição terem defendido que receber o ex-líder gambiano é acolher "o lixo de África".

O Governo de Obiang ainda não fez comentários sobre a eventual presença na Guiné Equatorial.

Jammeh perdeu as eleições presidenciais, em dezembro passado, mas recusou sair do poder, na sexta-feira passada, o que obrigou o seu sucessor, Adama Barrow, a tomar posse no Senegal.

Jammeh, que esteve 22 anos no poder, a que acedeu através de um golpe de Estado, propôs-se a abandonar a presidência do país logo após a vitória eleitoral do adversário, Adama Barrow, mas depois mudou de ideias.

Inicialmente, aceitou a derrota no escrutínio de 01 de dezembro e felicitou publicamente o vencedor, Adama Barrow, candidato da oposição coligada, mas depois viria a ordenar ao exército que invadisse a sede da comissão eleitoral e contestando os resultados eleitorais junto do Supremo Tribunal.

Na sexta-feira passada, Adama Barrow assumiu o cargo numa cerimónia na embaixada gambiana no vizinho Senegal, depois de, à meia-noite de quinta-feira, ter terminado o mandato de Jammeh.

Tropas do Senegal e de outros países da África Ocidental posicionaram-se então nas fronteiras da Gâmbia (um enclave no território do Senegal com acesso ao oceano Atlântico) com a intenção de forçar o Presidente cessante a ceder o poder, mas a saída de Jammeh do país, no sábado, pôs fim à crise política.

Barrow está agora a planear o regresso à Gâmbia.

A Guiné Equatorial é membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Conosaba/Lusa

domingo, 22 de janeiro de 2017

BISSAU ASSISTE SEM SORRISOS E COM ALGUMAS LÁGRIMAS AO ADEUS DA SELEÇÃO NA CAN2017


Sem sorrisos e com algumas lágrimas, dezenas de milhares de pessoas assistiram no Bairro da Ajuda, em Bissau, em ecrã gigante, à derrota que atirou a seleção guineense para fora da Taça das Nações Africanas de futebol (CAN2017).


A desilusão começou a ganhar forma no rosto dos adeptos com um autogolo da Guiné-Bissau, aos 11 minutos, já que os "Djurtus" tinham de ganhar ao Burkina Faso para seguir para os quartos de final da prova, a decorrer no Gabão.

Mesmo assim, ainda houve esperança e histeria durante os últimos 15 minutos da primeira parte.

Uma sucessão de cantos a favor da Guiné-Bissau, que atacava sem dar descanso ao adversário, animou os adeptos.

Foram os últimos momentos de festa em redor dos ecrãs que iluminavam a noite, porque os golos da Guiné-Bissau nunca apareceram.

O público ainda voltava para perto das imagens, após o intervalo, quando a formação do Burkina Faso marcou o 2-0, que sentenciou o jogo, aos 57 minutos.

"Faltou experiência e preparação física", referiu no final da partida Hossel Gomes, um dos adeptos que considerou ter havido sempre uma quebra de rendimento da Guiné-Bissau nas segundas partes das três partidas que jogou na fase de grupos.

Mesmo assim, só o facto de ter chegado à fase final da prova - a primeira competição internacional para a qual a seleção conseguiu apurar-se - já foi um grande feito, pelo que o país "deve receber a equipa com pompa e circunstância", assinalou Aguinaldo Ampa, jornalista guineense.

Virgínia Delgado, uma das adeptas que seguiu o jogo decisivo quase colada ao ecrã, não conseguiu conter as lágrimas e chorou no final.

O resultado não foi o esperado, mas esta primeira presença na CAN não deixa de ser motivo de orgulho: "A seleção da Guiné-Bissau está de parabéns".

A Guiné-Bissau era o único representante lusófono na CAN2017.

Conosaba/Lusa



JORNAL DE ANGOLA DIZ QUE PORTUGAL TEM "PLANO DIABÓLICO" PARA INTERFERIR NAS ELEIÇÕES



Eleições deverão realizar-se em agosto

O Jornal de Angola escreve hoje, em editorial, que Portugal tem em curso um "plano diabólico" para interferir "em massa" nas eleições gerais que se deverão realizar em agosto no país.

O editorial, assinado pelo diretor do jornal, que é detido totalmente pelo Estado angolano, intitula-se "A viragem no caminho da América" e aborda essencialmente as preocupações mundiais após a tomada de posse de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos da América (EUA).

"Portugal prepara-se para exercer uma interferência em massa nas eleições gerais deste ano em Angola", lê-se no editorial.

"O voto não é respeitado. Uma fraude eleitoral e um escândalo", lê-se no editorial, sobre o processo eleitoral norte-americano, por ser "decidido por um Colégio Eleitoral que decide de modo diferente da vontade expressa pelo eleitorado".

"A candidata democrata Hillary Clinton teve mais três milhões de votos do que o adversário, suficientes para ser declarada vencedora, mas o Colégio Eleitoral deu a vitória a Trump. A derrota de Hillary, vencedora da votação, foi uma vergonha para a democracia mundial", insiste o editorial do Jornal de Angola.

Após uma extensa análise ao processo eleitoral dos Estados Unidos e de crítica aos oito anos de liderança de Barack Obama, o texto termina com um alerta: "Portugal prepara-se para exercer uma interferência em massa nas eleições gerais deste ano em Angola".

Acrescenta que "com a ajuda de antigos colonos, servidores do apartheid, finança internacional, falsos jornalistas, canais televisivos e revolucionários de pacotilha, está em curso um plano diabólico".

"Talvez não fosse mau seguir as lições do passado e o exemplo de Trump. Deixem ser os próprios angolanos a decidir sobre os seus destinos", conclui o editorial.

Angola tem previstas eleições gerais (presidenciais e legislativas) para agosto de 2017.

O país é liderado desde 1979 por José Eduardo dos Santos, mas o chefe de Estado anunciou anteriormente que pretende retirar-se da vida política em 2018.

«CAN-2017» GUINÉ-BISSAU AFASTADA DOS QUARTOS DE FINAL



A estreante Guiné-Bissau foi hoje afastada dos quartos de final da Taça das Nações Africanas (CAN2017), ao perder por 2-0 com o Burkina Faso, de Paulo Duarte, na terceira jornada do Grupo A. Rudinilson Silva, na própria baliza, aos 11 minutos, e Bertrand Traoré, aos 57, apontaram os tentos do conjunto comandado pelo técnico português, que se qualificou para a fase seguinte como vencedor do agrupamento. O Burkina Faso terminou o Grupo A com cinco pontos, os mesmos dos Camarões (0-0 com o anfitrião Gabão), mas melhor diferença de golos (4-2 contra 3-2), enquanto Gabão (três pontos) e Guiné-Bissau (um) foram eliminados.


GÂMBIA: ESPERADO NOVO PRESIDENTE APÓS PARTIDA DE JAMMEH


Banjul - A Gâmbia espera hoje, domingo, a chegada do novo presidente Adama Barrow, após a partida forçada ao exílio do seu antecessor, Yahya Jammeh, que após 22 anos no poder e seis semanas de crise política cedeu finalmente à pressão de seus vizinhos da África Ocidental.

Na capital, Banjul, as manifestações espontâneas de alegria para festejar a partida do autocrata, que dirigiu com mão de ferro o país por mais de duas décadas, deram lugar a um sentimento de tranquilidade, segundo uma jornalista da AFP, escreve Jennifer O'Mahony.

Agora "vamos esperar Barrow" reunidos "do aeroporto ao palácio presidencial", afirmou à AFP um segurança particular, Babacar Jallow. "Antes, tínhamos medo de sair" devido à repressão do regime de Jammeh, já que "este homem é um assassino", acrescentou.

O país estava afundado numa profunda crise quando Jammeh anunciou no dia 9 de Dezembro que não cederia o poder a Adama Barrow.

Barrow, de 51 anos, que havia vencido as eleições de 1º de Dezembro, precisou finalmente prestar juramento ao cargo na embaixada do seu país em Dakar, Senegal.

Após múltiplas tentativas de persuadir Jammeh, os presidentes da Guiné, Alpha Condé, e da Mauritânia, Mohamed Ould Abdel Aziz, viajaram sexta-feira a Banjul, para uma última mediação, que terminou com êxito.

Além disso, vários países da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) enviaram tropas à Gâmbia para pressionar Jammeh após o juramento de Barrow, que estava em Dakar.

Jammeh descolou na noite de sábado a bordo de um Falcon, acompanhado pelo presidente guineense Alpha Condé, rumo à Guiné Equatorial.

Num comunicado conjunto, divulgado pouco depois de Jammeh abandonar o país, a CEDEAO, a União Africana e a ONU indicaram que defenderão os direitos do ex-presidente, incluindo a possibilidade de que regresso ao seu país, e declararam o fim da intervenção.

As três organizações saudaram "a boa vontade" do ex-presidente Jammeh para conquistar uma saída pacífica à crise. As forças da CEDEAO permanecerão, no entanto, "pelo tempo necessário" para garantir a segurança do regresso ao país do novo presidente Barrow, possivelmente neste domingo.

Também na manhã deste domingo, soldados senegaleses da CEDEAO entraram no território da Gâmbia, sendo recebidos com alegria pela população e por militares, constatou a AFP na localidade fronteiriça de Farafegny.

Devido à crise política, mais de 45.000 pessoas fugiram do país desde o início de Janeiro, a maioria rumo ao Senegal, segundo a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR).

Conosaba/angop

«EXÍLIO» FINALMENTE, JAMMEH DEIXOU GÂMBIA



O Texto estava em Inglês - traduzido 

Alhaji Yahya Jammeh, ex-presidente da Gâmbia, deixou Banjul, a capital para iniciar um mandato indefinido no exílio. Ele partiu logo depois das 22h para Conakry, junto com o presidente Alpha Conde da Guiné.

Para esfregar seu ego grande, deu-lhe uma honra cerimonial cheia pela faixa de bronze militar e um tratamento do tapete vermelho. De acordo com um jornalista que testemunhou a partida, alguns de seus assessores choraram abertamente no asfalto, enquanto "outros fora ainda estão comemorando".

Sua partida foi confirmada pelo presidente Adama Barrow, agora esperando em Dakar, Senegal para voltar para casa e iniciar seu governo de "inclusividade" e transparência, como prometeu no sábado.

"Gostaria de informar que o 2º Presidente da República da Gâmbia, Yahya Jammeh, deixou a Gâmbia. # Gambia ", Barrow twittou a cerca 10pm tempo nigeriana.

Hordas de jornalistas e uma bateria de fotógrafos haviam acampado o dia inteiro no aeroporto internacional de Banjul esperando sua partida, depois que um acordo foi alcançado sexta à noite com o presidente Alpha Conde da Guiné eo presidente Abdul Aziz da Mauritânia, para ele desocupar o poder voluntariamente

Os sinais da saída de Jammeh chegaram às 21h da noite, quando um dos jornalistas vigiava, twittou:

"O # Gambia faixa de bronze militar é aqui @ o aeroporto. O tapete vermelho foi lançado. Yahya Jammeh deve estar a caminho.

O ex-soldado convertido em líder civil dominou o país por 22 anos e jurou governar o país por um "bilhão de anos" hiperbólico até que ele foi golpeado na eleição presidencial por um chifre verde político, Adama Barrow.

Não está claro onde Jammeh acabará eventualmente. Voou para fora com o presidente Alpha Conde em um avião possuído por Mauritania.

Depois de desembarcar em Conacri, Jammeh pode finalmente estar indo para Malabo, capital da Guiné Equatorial, governado por outro pseudo-democrata africano, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, que está no poder desde 1979.

sábado, 21 de janeiro de 2017

YAHYA JAMMEH ACEITA CEDER O PODER NA GÂMBIA, MESMO ASSIM, ALGUNS GAMBIANOS ESTÃO PRODENTES, CONSCIENTES DE QUE JAMMEH MUDA DE OPINIÃO COM FREQUÊNCIA


Foto/RFI - Yahya Jammeh presidente derrotado da Gâmbia, no centro, em plena negociação com missão africana da CEDEAO


Gâmbia à espera do exílio do ex-presidente Yahya Jammeh.


Banjul, Gâmbia - Os gambianos aguardavam neste sábado que o ex-presidente Yahya Jammeh deixe o país, depois de finalmente aceitar ceder o poder ao seu sucessor sob a ameaça de uma operação militar.

Em Banjul, após uma noite de calma, muitos souberam da notícia ao acordar. Alguns mostravam-se prudentes, conscientes de que Jammeh costuma mudar de opinião.

Outros, por sua vez, diziam-se impacientes para vê-lo deixar o país, de dois milhões de habitantes, que dirigiu com mão de ferro por mais de 22 anos.

"Deus ouviu as nossas preces. Esperamos por isso há muito tempo", declarou Sheikh Sham, de 34 anos.

"Decidi hoje, com a consciência tranquila, ceder o comando desta grande nação com uma infinita gratidão a todos os gambianos", afirmou Jammeh numa declaração transmitida pela televisão estatal na noite de sexta-feira.

O país estava afundado numa profunda crise depois que Jammeh anunciou no dia 9 de Dezembro que não cederia o poder a Adama Barrow.

Barrow, de 51 anos, que venceu as eleições no dia 1º de Dezembro, precisou finalmente jurar o cargo na quinta-feira à tarde na embaixada do seu país em Dacar.

Após múltiplas tentativas de persuadir Jammeh, os presidentes da Guiné, Alpha Condé, e da Mauritânia, Mohamed Uld Abdel Aziz, viajaram na sexta-feira a Banjul para uma última mediação.

"A minha decisão de hoje não foi decidida por nada mais que o interesse supremo por vocês, o povo da Gâmbia, e por nosso querido país", disse Jammeh.

Vários países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) enviaram tropas à Gâmbia para pressionar Jammeh após o juramento de Barrow.

A operação, baptizada de "Restaurar a Democracia", foi lançada pouco depois de Adama Barrow assumir a presidência.

O acordo concluído "prevê a saída de Yahya Jammeh da Gâmbia a um país africano com todas as garantias para a sua família, seus parentes e para ele mesmo. Pode voltar ao seu país quando quiser...", declarou ao voltar a Nouakchott Mohamed Uld Abdel Aziz, citado pela agência mauritana de informação (AMI, oficial).

"Trata-se de uma vitória dos que militam a favor de uma solução pacífica sobre aqueles que defendem a violência e a guerra, considerando que assim podem encontrar uma solução", afirmou.

Os termos do acordo ainda não eram conhecidos neste sábado e não estava claro se foi fixado o local do exílio do ex-presidente.

Na manhã deste sábado, uma fonte diplomática mauritana próxima ao caso afirmou que Jammeh abandonará a Gâmbia durante o dia. "Irá provavelmente para a Guiné Equatorial", enquanto Adama Barrow deve voltar ao país na noite deste sábado, disse.

Na sexta-feira à noite, no entanto, outras fontes afirmaram que Jammeh se mudará para Conakry durante o dia.

Outras fontes disseram que foi oferecido exílio por parte de Guiné, Marrocos, Mauritânia e Guiné Equatorial.

Conosaba/angop

PRESIDENTE SÃO-TOMENSE DEMITE QUATRO EMBAIXADORES E UM JUIZ CONSELHEIRO DO SUPREMO TRIBUNAL


O presidente são-tomense Evaristo Carvalho demitiu por decreto os embaixadores em Angola, Damião Vaz de Almeida, na Guiné Equatorial, Homero Salvaterra, nos Estados Unidos da América, Carlos Filomeno Agostinho das Neves, e em Taiwan, António Quintas Espírito Santo.

Os decretos indicam que as demissões foram feitas "sob proposta do governo" e não dá indicações sobre as figuras que vão substituir os embaixadores demitidos.

Sobre as demissões dos embaixadores em Angola, Guiné Equatorial e nos Estados Unidos da América, o governo justifica com a necessidade de "se proceder ao ajustamento da rede de cobertura e de representação diplomática da República Democrática de São Tomé e Príncipe aos novos desafios do desenvolvimento do país", enquanto a de Taiwan é explicada com a suspensão nas relações diplomáticas entre os dois países.

Em outros dois decretos separados, o chefe de estado são-tomense exonera Justino Tavares da Veiga do cargo de Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça que vem exercendo desde 2011, nomeando para seu lugar o ex-ministro da Defesa e do Mar, Carlos Olímpio Sock.

Evaristo Carvalho nomeia também Flaviano Pereira Carvalho para integrar o Conselho Superior de magistratura judicial.

Conosaba com a Lusa

PRESIDENTE DO PARLAMENTO DA GUINÉ-BISSAU ACUSA GOVERNO DE MUDAR SEGURANÇA ILEGALMENTE



O gabinete do presidente do Parlamento da Guiné-Bissau, Cipriano Cassamá, acusou hoje o Governo de ter substituído ilegalmente os agentes do corpo de segurança da assembleia.

Num comunicado lido pelo assessor de imprensa, Armindo Handen, o líder da Assembleia Nacional Popular (ANP) acusou o ministro do Interior, Botche Candé, de ter dado ordens para que os agentes de segurança fossem substituídos à força.

Segundo Handen, foi feito um "despacho ilegal" uma vez que a lei guineense prevê que a substituição do corpo de segurança só aconteça com a anuência do presidente do órgão, o que não aconteceu.

O assessor afirmou que a substituição dos agentes deu-se mediante o uso de força por parte do comandante destacado para conduzir a operação que teria ordenado o desarmamento dos polícias que se encontravam no local.

De acordo com Armindo Handen, a ação "é o início da execução" de um alegado plano denunciado por Nuno Nabian, líder da Assembleia do Povo Unido -- Partido Democrático da Guiné-Bissau (sem assento parlamentar), segundo o qual o Governo pretende tomar de assalto o Parlamento.

Nabian, candidato derrotado na segunda volta das últimas eleições presidenciais, refere que o objetivo será prender o líder do Parlamento, Cipriano Cassamá, constituir uma nova direção do órgão e forjar a aprovação do programa do Governo e do Orçamento Geral do Estado.

Nabian tem estado a ser ouvido pela justiça sobre a denúncia.

Devido ao incidente, o Parlamento faz saber que irá prescindir das forças de segurança indicadas pelo Governo até que a situação se esclareça.

A agência Lusa tentou obter mais esclarecimentos junto do Governo guineense, mas sem sucesso.

Conosaba/Lusa

«GÂMBIA» "DECIDI HOJE, EM CONSCIÊNCIA, DEIXAR A LIDERANÇA DESTA GRANDE NAÇÃO", DIZ YAHYA JAMMEH



Jammeh declara que vai ceder o poder na Gâmbia ao fim de 22 anos

O ex-presidente e candidato derrotado das eleições na Gâmbia, Yahya Jammeh, anunciou hoje na televisão estatal que vai ceder o poder, após negociações até à última hora com mediadores e sob a ameaça de uma intervenção militar regional.

"Decidi hoje, em consciência, deixar a liderança desta grande nação", afirmou Jammeh, numa breve declaração ao país, transmitida pela televisão do Estado, manifestando a sua "infinita gratidão" para com o povo.

Yahya Jammeh garantiu que a decisão -- após semanas de impasse -- foi apenas sua, apesar da imensa pressão exercida por parte de líderes regionais para ceder o poder a Adama Barrow, que venceu as eleições presidenciais de 01 de dezembro.

"A minha decisão de hoje não foi impulsionada por outra coisa que não o interesse supremo do povo gambiano e do nosso querido país", sublinhou Jammeh.

"Numa altura em que assistimos a problemas e medos em outras partes de África e do mundo, a paz e a segurança da Gâmbia é a nossa herança coletiva que devemos zelosamente proteger e defender", realçou.

Conosaba com a Lusa

«CAMPU QUINTI WITI» BOLSEIROS GUINEENSES NO BRASIL PODEM SER FORÇADOS A ABANDONAR O PAÍS



No quadro do Programa de Estudantes Convénio de Graduação (PEC-G) mais de uma centena de bolseiros da Guiné-Bissau partiram em 2012 para o Brasil.

De acordo com a legislação brasileira, cada estudante obteve um visto temporário de permanência que deve ser renovado anualmente que permite ao bolseiro de prosseguir os estudos. Trata-se de uma formalidade simples, sendo apenas necessário que cada estudante se apresente na Delegacia de Polícia Federal do seu Estado levando consigo os documentos para que lhe seja concedido mais um ano de estadia no país. Um dos documentos obrigatórios para esta renovação é o passaporte.

No entanto a embaixada da Guiné-Bissau no Brasil não está a emitir passaportes, devido à adoção do passaporte biométrico. Segundo o bolseiro Francelino Sanha, estudante de Direito na Universidade Regional do Noroeste do Estado Rio Grande do Sul, “de vez em quando vem uma delegação para fazer scanner dos documentos dos estudantes para emissão de passaportes”, mas “este processo foi divulgado indevidamente e uma boa parte dos estudantes não conseguiram fazer seus passaportes, muitos estão com os passaportes já fora do prazo, que é o meu caso, por exemplo”.

Com os passaportes caducados, os estudantes não podem obter o visto, e consequentemente os bolseiros podem ser obrigados a deixar o Brasil. “Uma situação que ninguém deseja e as autoridades guineenses prometem mandar uma equipa para fazer os passaportes, mas sem uma data o tempo não espera de quem precisa de passaporte para renovar visto”, explicou Francelino Sanha.

Como única solução, a embaixada guineense em Brasília aconselhou aos bolseiros que estão em vias de terem de abandonar o país, devido os seus passaportes perderem a validade, de se deslocarem pessoalmente a Bissau para aí renovarem o passaporte. Uma solução inviável tendo em conta que um estudante que no Brasil não pode trabalhar, mas apenas estagiar, e, dependendo do Estado onde reside, uma viagem a Bissau pode custar no mínimo 500.000 Francos CFA, cerca de 770 euros, quando o valor de um passaporte ronda os 50.000 Francos CFA, aproximadamente 77 euros.

Através de um grupo no Facebook reservado aos estudantes guineenses PEC-G de 2012, “identificamos mais de 40 pessoas com este grave problema que coloca seus estudos em grande risco”, referiu Francelino Sanha.

Conosaba© e-Global

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

ONU APOIA GUINÉ-BISSAU PARA ACOLHER 10 MIL REFUGIADOS DA GÂMBIA


Foto: ONU Guiné-Bissau

Número deve ser alcançado em semanas; comissão analisou auxílio na quinta-feira; Nações Unidas e governo visitaram fronteira com o Senegal; missão teme aumento do fluxo de gambianos com possível piora da situação no seu país.

A Guiné-Bissau já recebeu mais de 4,3 mil refugiados da Gâmbia desde o início da crise pós-eleitoral no país, segundo dados avançados pelo coordenador interino do Sistema das Nações Unidas.

Falando a jornalistas, em Bissau, Aygan Kossi apresentou o resultado da visita de uma missão com o governo à fronteira norte com o Senegal. O receio é que os refugiados aumentem com a entrada do contingente senegalês das forças oeste-africanas na Gâmbia para levar Yahya Jammeh a abandonar o poder.

Governo

O levantamento de necessidades foi feito para atender a um máximo de 10 mil pessoas num mês e meio, avançou o também representante da Organização Mundial de Saúde, OMS, no país.

Aygan Kossi disse que a meta é que as necessidades imediatas sejam enquadradas nestas cifras de planificação – quatro a seis semanas para pouco mais de 5 mil a 10 mil pessoas. O responsável declarou que foi com base nesta hipótese que foi planeada uma pronta resposta à solicitação do governo.

Situação Humanitária

Uma comissão técnica com representantes guineenses e das organizações parceiras analisou o plano de contingência apresentado pelas autoridades de Bissau para adaptá-lo às condições atuais. A outra meta é propor ações para a ajuda aos afetados pelo movimento das populações.

O secretário executivo da Comissão Nacional de Refugiados, Tibna Sambé na Uana disse aos países que é fundamental o aumento da capacidade de resiliência das famílias guineenses que estão a acolher os refugiados gambianos.

"Graças as famílias que estão a acomodar, não vamos precisar ter um campo e estamos a evitar ter um campo porque é mais difícil de gerir e cria mais problemas. Estamos a encorajar estas famílias para continuarem a receber amigos e familiares. Devemos ter um suporte da parte da comunidade internacional."

Movimento das populações

O comité de Apoio e Assistência as pessoas que entram no país fugindo da Gâmbia opera na fronteira de São Domingos.

Entre domingo e quarta-feira 3,3 mil refugiados, maioria mulheres e crianças, entraram em território guineense.

Mobilização de Recursos

O governo pediu apoio de parceiros para assistir os refugiados que estão sendo acolhidos por familiares e conhecidos, mediante um plano de contingência.

O facto vem aumentar o agregado das famílias guineenses, podendo complicar a situação humanitária destas caso persista a crise no país vizinho.

Conosaba com Amatijane Candé, de Bissau para a ONU News.

PAIGC QUEIXA-SE DE TER SIDO AFASTADO DE HOMENAGENS A AMÍLCAR CABRAL EM BISSAU



O Presidente da República, José Mário Vaz, fez a tradicional romagem ao mausoléu, nas instalações do Estado-Maior General das Forças Armadas, para deposição de coroas de flores.

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que lutou pela autodeterminação do país, tentou fazê-lo momentos antes, mas disse ter sido impedido por militares.

"Pela primeira vez na história do país", com 43 anos de independência, o PAIGC "foi proibido de entrar na Fortaleza da Amura, invocando-se o facto de o Presidente da República ainda o não ter feito", anunciou o partido em comunicado.

O "facto inédito" é classificado como mais uma das "provocações" por parte do chefe de Estado, acrescenta-se no documento, segundo o qual havia uma autorização concedida ao PAIGC para realizar o seu momento de homenagem.

O partido acabaria por recordar Amílcar Cabral junto a uma estátua do fundador da nacionalidade, erigida na rotunda do aeroporto da capital.

Da comitiva do PAIGC fazia parte Domingos Simões Pereira, presidente do partido e ex-primeiro-ministro, demitido em agosto de 2015 por José Mário Vaz.

Desde então, as divergências entre ambos têm-se agudizado, ao ponto de o PAIGC, que venceu as eleições de 2014 com maioria absoluta, não fazer parte dos dois últimos governos empossados pelo chefe de Estado - de um total de cinco executivos em dois anos e meio de legislatura.

Em 2016, o PAIGC e o Presidente José Mário Vaz também homenagearam Cabral em momentos distintos, na Fortaleza da Amura, quando no passado era habitual que os dirigentes guineenses o fizessem na mesma altura.

Pese embora o mal-estar político, José Mário Vaz disse aos jornalistas que espera que 2017 seja "um ano de paz e reconciliação".

Sem fazer referência às divergências políticas, lamentou que "até hoje não se tenha conseguido concretizar o sonho dos fundadores da nacionalidade" com vista ao desenvolvimento do país.

O Presidente da República aproveitou a ocasião para alertar para "os problemas dos jovens que não têm emprego" e voltou a pedir ao governo para realizar reformas na administração pública.

O feriado nacional do Dia dos Heróis Nacionais, na Guiné-Bissau, recorda o assassinato de Amílcar Cabral, a 20 de janeiro de 1973, em Conacri.

Conosaba/Lusa

«CONDOLÊNCIAS» FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES GUINEENSES EM PORTUGAL


Federação das Associações Guineenses em Portugal


CONDOLÊNCIAS
Portugal, Europa, África e todos os amantes da Liberdade, Solidariedade e Democracia  perderam uma figura ímpar; um lutador incansável pelas causas da justiça social; democrático e igualdade de direitos;
Uma figura que certamente ficará nos anais da história de Portugal e dos países africanos de expressão  portuguesa.
 “A caminhada faz-se caminhado”, uma das célebres frases desta figura ímpar da história recente de Portugal, continua hodierno, no momento em o país está de luto;
Em nome da Federação das Associações Guineenses em Portugal  e em meu nome pessoal, venho por este meio, endereçar à família enlutada e todo o Povo português,  o meu profundo sentimento de pesar pelo desaparecimento físico Humanista, do Dr. Mário Sores.
Paz à sua Alma.
Dr. Augusto Mansoa

Caldas da Rainha, 08 de Janeiro de 2017

GUINÉ-BISSAU: PR CONSIDERA INSUPORTÁVEL MASSA SALARIAL DA FUNÇÃO PÚBLICA



Bissau - O presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, considerou de insuportável a massa salarial dos funcionários públicos e pediu ao primeiro-ministro "reformas urgentes".

Num discurso perante o Governo, que apresentou quinta-feira cumprimentos de novo ano ao chefe de Estado, José Mário Vaz pediu ao primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, que avance com reformas e que ponha os guineenses a trabalhar mais.

O Presidente guineense recorreu à sua experiência pessoal enquanto antigo ministro das Finanças para sustentar a convicção de que será difícil ao Estado continuar a suportar a actual massa salarial da função pública.

A massa salarial que pagou em 2012, enquanto ministro das Finanças, rondava "2,1 mil milhões de francos CFA, dois anos depois, a massa salarial situa-se na ordem de quatro mil milhões de francos CFA", afirmou José Mário Vaz.

O chefe do Estado guineense defendeu que o país "não tem condições de continuar a suportar" tais valores.

O presidente guineense disse, dirigindo-se ao primeiro-ministro, que aceitaria o aumento da massa salarial se os serviços públicos e as condições de trabalho dos funcionários fossem melhoradas.

José Mário Vaz considerou que apenas a reforma e o trabalho podem levar o Estado a ter melhor desempenho e a atender às necessidades da população.

Afirmou ainda que, na actual situação, todo o dinheiro arrecadado pelo Governo serve apenas para o pagamento de salários dos funcionários públicos.

"É chapa ganha, chapa gasta", defendeu o Presidente guineense, que quer ver o Governo a promover reformas na Função Pública em 2017.


Conosaba com angop.ao

«ONU» MAIS DE 45 MIL GAMBIANOS FUGIRAM DO PAÍS NOS ÚLTIMOS DIAS



Mais de 45 mil pessoas fugiram da Gâmbia desde o início de Janeiro, na sua maioria para o Senegal, enquanto um ultimato pesa sobre o presidente em fim de mandato do país, Yahya Jammeh, para que deixe o poder, informou nesta sexta-feira a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR).


DONALD TRUMP JÁ É PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA


Trump é o 45.º presidente dos EUA


Chegou o dia. É hoje que o multimilionário Donald Trump prestará, em Washington, o juramento como 45.º Presidente dos EUA. O Notícias ao Minuto acompanhou a cerimónia de tomada de posse até ao discurso do Presidente e do hino cantado pela jovem Jackie Evancho.


Mike Pence também já tomou posse como vice-presidente. Acompanhe ao minuto


O dia do presidente eleito começou com uma missa, continuou com um encontro com o presidente norte-americano, Barack Obama, na Casa Branca. O juramento de posse está marcado para o meio dia de Washington (17.00 em Lisboa).




GUINEENSES CELEBRAM “20 DE JANEIRO DIA DOS HERÓIS NACIONAIS” DIVIDIDOS


Isto porque, passaram quarenta e quatro anos após o assassinato de Amilcar Lopes Cabral, em Conakry, um dos fundadores do PAIGC e líder da luta de liberação da Guiné-Bissau e Cabo-verde.

Para marcar a data, foram depositadas coroas de flores na estátua de Amilcar Cabral, na Rotunda do Aeroporto “Osvaldo Vieira” e mausoléu “Amilcar Cabral” na fortaleza da Amura.

Carlos Correia, veterano da luta pela libertação nacional, considera de dor, a morte do militante número nº 01 do PAIGC, mas assegura que transformou-se num ato de coragem para os antigos combatentes na luta pela conquista da independência nacional. 

Manuel saturnino da Costa foi ladeado pelo grupo dos “15” deputados expulsos do PAIGC apelou aos fiéis da ideologia de Cabral para seguirem os ensinamentos do líder carismático da revolução guineense.

Entretanto, num comunicado do PAIGC afirma que o dia hoje, deve ser uma jornada de patriotismo, unidade e reconciliação entre os guineenses.

Muito embora, pela primeira, na historia do país, que ontem fez uma gloriosa luta de libertação nacional sob a direcção do partido, através do seu líder imortal Amílcar Lopes Cabral.

O palco central das comemorações é nos locais históricos de Batalha de Komo e Congresso de Cassacá, Sul dopaís. 

Conosaba/Notabanca


GOVERNO PROÍBE CORTE DE MADEIRAS POR UM PERÍODO DE CINCO ANOS NO PAÍS


O Governo de Umaro Sissoco denuncia devastação desenfreada das florestas com a utilização de moto serras e machados.

A medida e a denuncia  constam no comunicado do conselho de ministros, datado ontem, 19 de Janeiro do ano em curso, que Notabanca teve acesso.

No documento, o executivo de Úmaro Sissoko Embaló requere adopção de medidas urgentes e severas contra os infractores.

 Ainda, durante a plenária governamental, o ministro da Agricultura Florestas e Pecuárias informou que continua a campanha, um pouco por todo o país de devastação desenfreada das nossas florestas com a utilização de moto serras e machados. 

Também os membros do Governo aprovaram a instalação de uma fábrica de produção de medicamentos na base das plantas medicinais e outras de produção de fertilizantes na Guiné-Bissau.

De sublinhar que atualmente se constacta ao nível nacional devastação desenfreada das florestas com a utilização de moto serras e machados.

 Conosaba/Notabanca

PRESIDENTE DE CABO VERDE E Á PRIMEIRA-DAMA DETERMINADOS NO APOIO AOS "DJURTOS"


O Cônsul Geral da Guiné-Bissau em Cabo Verde foi portador de mensagem da comunidade guineense em Cabo Verde. 

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, acompanhado da esposa, Lígia Dias Fonseca, recebeu, na tarde do dia 18 de Janeiro, o Cônsul-geral da República da Guiné-bissau em Cabo Verde, Cândido Barbosa e um dos representantes da comunidade guineense em Cabo Verde, Alassana Valdez.


O encontro serviu para o Cônsul solicitar apoio de chefe de Estado e esposa à selecção de futebol da Guiné-Bissau que está em prova na fase final de qualificação para a CAN-2017.

Na missiva elogiam a Magistratura Jorge Carlos Fonseca, sobre o desenvolvimento das relações de cooperação entre os dois países irmãos e todo apoio que o mesmo tem dado à comunidade guineense em Cabo Verde.

O Cponsol guineense ofereceu um cachecol da seleção de futebol guineense ao Presidente e à Primeira-dama e pediu que assistissem à partida Guiné-Bissau X Burkina Faso, no Domingo, 22 de Janeiro.

O Presidente, Jorge Carlos Fonseca se disponibilizou a dar toda a sua colaboração e motivação aos Djurtus.



Conosaba/Notabanca


«CIDADE ESPINHO É GEMINADA COM BOLAMA» A ENTREVISTA COM DR. VICENTE PINTO, VICE-PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE ESPINHO


DR. VICENTE PINTO, VICE-PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE ESPINHO 

«GÂMBIANOS» CRIADA COMISSÃO PARA PREPARAR PLANO DE EMERGÊNCIA A REFUGIADOS NA GUINÉ-BISSAU

Foi criada, quinta-feira (19/01), uma comissão multidisciplinar para preparar um plano de assistência aos milhares de refugiados Gambianos que já entraram no país. A decisão surge no seguimento do pedido do governo da guineense ao sistema das Nações Unidas no país e aos principais parceiros internacionais
A comissão é composta, entre outros pelo ACNUR, Organização Mundial de Saúde (OMS), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Programa Alimentar Mundial (PAM), o Escritório Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, o Ministério do Interior e do Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Instituto Nacional de saúde (INASA).
A comissão é encarregue, desde já organizar a assistência alimentar e preparar um plano de emergência, coordenando a ajuda de todos os parceiros, para assistir até 10 mil pessoas, durante quatro a seis semanas, assim como fazer a triagem e avaliação de necessidades e continuar a monitorizar a situação.
“Se a situação política se complicar é possível que o afluxo de pessoas aumente, mas esta previsão já nos permite ajudar estas pessoas durante 4 semanas, depois o plano pode ser revisto, no entanto não é necessário esperar pelo plano para fornecer desde já ajuda alimentar a estas pessoas”, adverte o coordenador humanitário da ONU na Guiné -Bissau, Ayigan Kossi.
Segundo um comunicado nas Nações Unidas, a missão conjunta que estava no norte do país, no dia 18 de Janeiro, conclui que já entraram na Guiné-Bissau quatro mil e trezentos e vinte e sete (4327) nacionais da Gâmbia.
Desde o dia 15 corrente, o número de entradas registadas ronda as mil por dia.
Segundo a mesma nota a maioria dos refugiados são mulheres, adolescentes e crianças, que vêm sobretudo da região de Brikama, a sul de Banjul.
Até ao memento segundo a ACNUR os nacionais Gambianos estão a ser acolhidas por familiares ou amigos sobretudo na região de Bissau, Bafatá, Cacheu e Oio.
“Os principais pontos de entrada oficial na Guiné-Bissau são Djegue, Farim, Cambadjo, Senabaca e Pirada. No entanto há também pessoas a cruzar a fronteira entre o Senegal e a Guiné-Bissau em Ingoré, Bigene e Varela”, lê-se na nota da representação das Nações Unidas na Guiné-Bissau.
A missão, liderada pelo Coordenador humanitário da ONU na Guine Bissau, Ayigan Kossi, facilitada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e pelo Comité Nacional para os refugiados, verificou que as pessoas se encontram em grande risco de segurança alimentar, uma vez que as famílias de acolhimento não poderão sustentá-las por muito tempo.
“O afluxo de pessoas pode trazer também uma sobrecarga aos serviços de saúde que desde já são insuficientes para a população normal”, alerta a ONU que afirma ainda que face a esta situação, o Governo da Guiné-Bissau, através do Ministério do Interior, que está a registar as pessoas, e do Ministério dos Negócios Estrangeiros, prepararam um plano de contingência solicitou ajuda aos parceiros.
Entretanto, a situação na Gâmbia está a agravar-se. Na quinta-feira (19/01), tropas africanas, composta por Senegal e outras quatro nações vizinhas, entraram na Gâmbia em apoio ao presidente eleito desse país, Adama Barrow, que tomou posse no Senegal e a intervenção acontece como parte de uma operação internacional para devolver a legalidade a Gâmbia, nas mãos de Jammeh desde 1994.
Horas após sua entrada no país, a força africana informou que suspendia suas operações a espera da mediação da Guiné-Conacri.
A mediação será tentada nesta sexta-feira, até o meio-dia, em Banjul, por intermédio do presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, informou Marcel de Souza, presidente da comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
Marcel garante que se até o meio-dia Jammeh não aceitar sair da Gâmbia acompanhado pelo presidente Condé, então as tropas passarão à operação militar propriamente dita.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos/radiosolmansi com Conosaba do Porto
Imagem: Internet

GRUPO PARLAMENTAR DO PAIGC ACUSA BOTCHE CANDE DE INCOMPETENTE E IGNORANTE

Califa Seide

O líder da Bancada Parlamentar do PAIGC afirmou hoje em Bissau que o despacho ministerial para a substituição do corpo de segurança da Assembleia Nacional Popular, revela uma enorme incompetência e ignorância do ministro de interior, Botché Candé.

Em conferência de imprensa, Califa Seide disse que a colocação das forças policiais de Estado na sede da ANP é uma prerrogativa do Parlamento e não cometer prática de crime amando do Presidente Mário Vaz.

Para o líder da bancada dos libertadores, a intenção de substituir do corpo policial, visa mesmo assaltar a ANP, e concretizar as denuncias feitas pelo líder do APU-PDGB, Nuno Gomes Nabian.

Conosaba do Porto/Notabanca